Coisa Incomum

Postado por Cavalcante on


Mais um dia se passou na vida de Laura T., um dia atípico para essa monótona mulher.
Depois de uma grande, longa e demorada conversa, ela decide colocar o seu plano (promessa) em pratica. Demorou horas escolhendo uma roupa para se aventurar no seu bairro, no qual mora há um ano e que ainda é um estranho para ela.
Decidida lá foi L. T. saindo de casa com sua calça jeans batida e uma blusa rosa chá, enquanto dava uma ultima olhada no espelho, reparou que suas roupas estavam acabadas e que precisava comprar algumas novas, renovar o guarda roupa. Mais logo se desfez do pensamento, ficando pra outra hora, outro plano.
Meio amedrontada com tanto barulho e gente, finalmente sairia do seu mundo calmo e silencioso. Destemida ela dava um passo de cada vez, ainda tímida e amedrontada, mais logo depois, não mais. Olhando para todos os lados reparou que aquilo não doida, sentia uma sensação agradável, como um renovo e desejou ter feito isso todos os dias. Ver gente, barulho, briga, sorrisos desconhecidos, tristeza, essas coisas se tornaram agradáveis aos seus grandes olhos.
Andou por todo canto e se deparou com uma loja que chamou sua atenção, uma loja de livros de uma senhora chamada Helena. A dedicação e o carinho e a lentidão dessa senhora prendeu a atenção de L. T. e com isso fez com que ela criasse um compromisso de todos os dias a tarde conversar e se desfrutar dos ótimos livros de dona Helena.
Ao chegar em casa, pensou no dia que tivera, percebeu que aquilo era bom, e que não precisava ter medo do mundo, nem todos mordem, e que vale a pena mudar...

O T. da questão...

Postado por Cavalcante on


Mais um dia se passou na vida de Laura T., com visita inesperada. Mau ela sabia o que estava para acontecer...
Ela acordou num dia daqueles, daqueles que nada coopera com você, nem seu cabelo, nem seu sono, nem sua cama ou a dor nas costas ou o pensamento. Mais sendo otimista do jeito que é, levantou e deixou tudo isso para trás.
Andou até o banheiro e fez o “ritual” que conhecemos, demorou alguns minutos se encarando no espelho, como já sabemos tudo parecia normal até que um som pouco conhecido a assustou.
Ding dong! A campainha! –ela pensou, e não estava errada, tentou durante alguns segundos crer que aquilo milagrosamente fazia parte de um sonho.
Correndo em direção a porta, ela não sabia o que fazer, não era ninguém desconhecido isso tinha certeza, não conhecia alguém diferente há alguns anos.
Ficando nervosa em vão, era apenas o seu pai o senhor T., entre abraços, sorrisos e respeito, ela se tranqüilizara, agradecendo por não ter sido nada fora do comum, ela detesta surpresas.
O pai estava preocupado, pois a filha andava muito solitária, tentou de todos os meios convencê-la a voltar pra casa, pois não conseguia imaginar ela sozinha daquele jeito. Como todos os pais pensam que suas filhas não crescem, ele tentou sem sucesso fazer o melhor que ele achava para a sua filha.
Depois de muita conversa L. T. prometera coisas que não são do seu feitio, mais com isso acalmou o seu pai nervoso, ela parecia um pouco com ele só no jeito contraditório de ser, fisicamente passavam por meros desconhecidos, ele um tampinha e ela uma GIGANTA.
Quando o seu pai saiu veio o peso na consciência, ela tem os seus defeitos mais a sua maior qualidade é cumprir o que diz...

Cada um tem o seu gosto...

Postado por Cavalcante on

Mais um dia se passou na vida de Laura T. como em todos os dias essa mulher é impossível, não parou um minuto se quer.
Organização é o seu lema, se estiver tudo no lugar o seu humor é adorável, quando não, nem queira saber. Apesar de não deixar nada ao relento da bagunça, arrumação demais também a incomoda, ela passa o dia bagunçando e arrumando, nada comum não é? Mais você não pode julgá-la cada um é de um jeito.
Voltando...
Ela mora em um pequeno apartamento perto de um lindo campo, no bairro X da cidade X do X (não darei informações de onde ela mora, ela detesta visitas surpresas). Todos os cômodos são bem distribuídos, nada desproporcionais, como se considera uma artista, eles possuem um gosto único.
Uma artista ama cores, e isso se aplica ao seu humilde mundo (casa), todos os ambientes possuem cores distintas, menos a sala que também é seu atelier, que tem tudo misturado.
Seu quarto cinza, seu banheiro azul, sua cozinha amarela, seu quarto de hospedes laranja, sua sala de jantar roxa. Falando assim nada parece se ajustar, mais sendo uma artista nata, L. T. consegue de um jeito fascinante casar uma cor com a outra, tudo decorado e 90% feito pelas suas mãos grandes.
Orgulhosa por ter feito um trabalho tão cansativo se transformar em um ambiente perfeito, esse que a inspira de vários meios diferentes e próprios, isso a mantêm viva, mesmo que descrevendo não pareça. Só vendo pra sentir o que essa diversidade incomum transmite quem sabe um dia ela não te convide para uma visita?